(Des)encontros

Eu, de vez em quando, tenho um arranca-rabo com a Patroa. Ela é de pavio curto e eu não levo desaforo para casa, então peleamos.

Mas graças a Deus, nunca chegamos às vias de fato, embora eu seja bom no soco e ela, ligeira na pistola. Ficamos somente no bate-boca.

Num dia desses, fui tomar água e deixei cair umas gotas no chão. Essas foram, então, as gotas d’água que faltavam para iniciar uma encrenca.

Ela já começou a me botar os cachorros, gritando: “Olha aí, mula, tu não enxergas? Derramando água no chão, não és tu que limpa a casa”.

Aí, eu fico buzina de tanto xingamento e sermão que recebo dela e, como reação imediata, vou para o Facebook. No Face, eu me acalmo lendo aquelas mensagens maravilhosas que são postadas lá.

Mas a baixinha é fogo! Então volta a implicar: “Por que não sai da frente desse computador, olhando só o que não presta. Vai ler um livro, o Evangelho…”

Quando o clima chega nesse ponto, eu desisto, desligo tudo. Mas eu sei que depois de uma boa sesta juntinhos, tudo vai voltar ao normal. Essa é a leitura correta.

Eu cheguei à conclusão que, se tu  quiseres  viver bem com uma mulher, não basta entregar o cartão de crédito para ela, ou ser certinho, tem que entender antes de psicologia. Captar, entendeste?

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