Epígrafes

O tema da morte sempre me fascinou, porque dela ninguém escapa. Costumo dizer que foi uma coisa bem bolada por Deus, caso contrário a vida não teria graça. Você já se imaginou com 100 anos de idade?

Gosto, especialmente, de ler aquelas epígrafes, mesmo que sejam aquelas bem simples, que o defunto nem disse, como: “Saudade dos filhos…” Cheguei a visitar cemitérios de Quinze de Novembro para ler as escritas em alemão.

Tem algumas que fazem a gente pensar. Eu gosto de latim e, num cemitério de Cachoeira, encontrei uma epígrafe que dizia: “Hodie mihi, cras tibi”. (A morte) hoje para mim, amanhã para ti.

Até esses cemiteriozinhos do interior eu gosto de ver. Gente enterrada no chão, sob uma cruz de madeira ou de ferro, ali esquecido, mas, certamente, em paz.

Em Santiago, eu vi um túmulo enfeitado com o distintivo e a bandeira do Grêmio: esta (era uma mulher) continua sofrendo, pensei comigo.

A propósito, eu disse para a Patroa: quando eu morrer, quero um caixão bem baratinho e ser enterrado no chão. Não pretendo dar conforto para essa diabetes que vou levar comigo.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: