Mulherio supimpa

O meu pai sempre dizia que tinha medo de duas coisas: de mulher e vaca brabas. Da vaca ele fugia, a mulher ele amansava.

Piá curioso, perguntei-lhe como é que se amansava mulher?

“Ora, guri, do jeito que amansei a tua mãe” – respondeu de pronto – “de preferência numa noite fria de inverno, em rancho coberto de zinco, com o barulhinho de uma chuva mansa caindo sobre o telhado”.

Hoje, machismo à parte, estamos vivendo em ouros tempos, as mulheres estão por cima, deitando e rolando. A alemã Angela Merkel manda na União Européia, na América do Sul, mandam a Dilma e a Cristina e não têm homens para amansá-las. Vão agüentando no peito e na raça.

No final de semana, fui a uma de formatura de duas turmas somente de mulheres: Fonoaudiologia e Psicologia.

O único homem que participou diretamente da cerimônia foi o pastor evangélico que, num breve discurso, elogiou o trabalho de uma mulher que limpava banheiros, sustentava dois filhos e se sentia feliz. Eu também conheço histórias de mulheres extraordinárias que criam seus filhos sozinhas.

Aqui em casa todo mundo já sabe: quem manda é a Patroa. Eu já não sou mais aquele sujeito valente, durão, que costumava matar a pau. Agora, quando dá no jeito, estou amansando a laçaço. (Brincadeirinha: mada de violêmcia contra a mulher).

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