Anedotas de Santiago

A “Cidade dos Poetas” também é conhecida por suas anedotas e por aquele refrão: “Santiago do Boqueirão, quem não é bandido é ladrão”. Aliás, dizer isso por lá é comprar briga certa.

Contam que o pajador missioneiro Jayme Caetano Braun, ao se apresentar num xou em frente à praça, no centro da cidade, bradou corajosamente aquele refrão e a multidão, como num estouro de tropa, alvoroçou-se para botar o visitante a correr. Mas o medo não é como a coragem e o Jayme remendou o que tinha dito, desse jeito: “Mataram  a minha saudade e roubaram o meu coração”. Acabou ruidosamente aplaudido.

Outra teria acontecido num dos quartéis de Santiago, um capitão teria feito a seguinte pergunta a um cabo:

-“Cabo, quantos quilogramas pesa uma tonelada?”

-“Ora, capitão, depende do tamanho do tonel”.

-“Então, cabo velho, tu não sabes quanto pesa uma tonelada?”

-“Depende do que tem dentro do tonel, capitão, se for chumbo pesa mais, se for palha pesa menos”.

A última que eu soube: Um cidadão queria melhorar a genética galinácea no terreiro e resolveu comprar um  galo de pedigree. Adquiriu-o por 5 reais, mas só pôde mandar buscá-lor no dia seguinte. Aí surgiu um problema: o antigo dono só entregaria o galo mediante o pagamento de 6 reais. A diferença de 1 real ficava por conta do milho que o animal teria comido um dia após o negócio ter sido feito.

Eu residi em Santiago durante sete anos, terrinha boa, a Patroa é de lá.  Lecionei as disciplinas de Inglês e Lingüística na URI. Tenho saudades daquele tempo.

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