Arredio

Num linguajar campeiro, eu diria que ando mais desconfiado que matungo torto e escondido pelos banhados  como boi corneta. Na realidade, eu não passo de um pilungo que só enxerga um pouco com o olho esquerdo. E, no entrevero da vida, de tanto bater chifre, fiquei  meio desarmado para lutar.

Eu, agora, foquei arisco, assusto-me até de minha sombra, além de andar extraviado e arredio da tropa. Resumindo: rejeito até capim novo e não atropelo mais  ninguém.

Já se foi aquele tempo em que eu galopava pelas coxilhas, de cola alçada, relinchando e dando patadas no chão ou, quando touro, afiando as aspas no  cocuruto.

Sem serventia, a Patroa já não sabe o que fazer de  mim, não presto nem para puxar uma pipa ypd’água.

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