Sem terra

Certa vez, eu viajei de ônibus de Santa Maria a São Paulo onde me encontrei com o lingüista neerlandês Teun Adrianus van Dijk. Após sua conferência, em inglês, tentei falar com ele nessa língua contando a minha “façanha” de viajar tantas horas de ônibus. Mas ele, grande poliglota, fez a seguinte observação em português: “Puxa! Daria para ir da Holanda à África!

Naqueles poucos minutos da sua agenda, conversamos sobre muitas coisas. Ele estava impressionado pelo fato de o Brasil ter essas dimensões continentais e milhões de brasileiros não possuírem um pedaço de terra para nela plantar ou viver.

Falamos também do colonialismo, que ele achava o holandês pior que o português, responsável pelo apartheid na África do Sul e pelo atual atraso do Suriname. O cidadão do Suriname tem dupla cidadania, mas se for morar na Holando ficará restrito a ghetos.

Os problemas da terra, no Brasil, chegaram com o colonialismo.

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