O bolicho do Ibanez

Conheci o meu amigo bolicheiro quando ele era o goleiro do time da Vila, o Onze Garotos, de camisa colorada inspirada no Inter, é claro.

O Ibanez era arrojado, gostava de sair do golo e disputar a bola com o centroavante. Foi numa dessas que levou uma bolada no saco e abandonou o futebol, para ser bolicheiro.

Lá, bem no meio da Vila, na esquina de uma rua sem nome que cruzava com outra sem nome, estabeleceu seu ponto comercial. Era um chalé velho coberto de zinco.

Tudo ali era muito simples: um balcãozinho, uma balança antiga, um rolo de fumo, bastante cachaça e pouca mercadoria. Nas paredes, propagandas de cigarros e uma foto do Inter do tempo de Larry, Bodinho, Silveira, etc.

O Ibanez, embora tivesse sido um bom goleiro, na escola sempre foi péssimo em Matemática. Essa dificuldade ele trouxe para o comércio, por isso vendia o açúcar mais barato da cidade, abaixo do preço de custo. O Ibanez tinha errado nos cálculos.

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