Morte do Jari

Dizem que morreu Jari Barros, que tinha um bolicho na Rua da Areia, na Vila Militar, em Cachoeira do Sul.

Essa bodega do meu parente foi a maior democracia que já conheci, Por ali, transitavam cidadãos e cidadãs de todas as classes sociais, independentes de raça, sexo, religião, opção política ou futebolística.

Era lindo a gente ver o cidadão chegar e pedir um liso de purinha, separar a parte do “santo” e oferecer o copo aos companheiros. Sempre havia alguém que agradecia educadamente o gesto, os outros bebericavam do mesmo “cálice”.

Naquele tempo, não existia a Internet (nem o Facebook), mas todo mundo sabia quem era prostituta ou mulher direita, veado, corno, (subversivo), etc. O bolicho do Jari era uma espécie de oasis naqueles tempos opressivos da ditadura.

Que Deus reserve um cantinho do céu a quem, como ele,  aqui na Terra, soube receber os oprimidos e mal-amados

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