Valorizando a vida

Hoje, vou iniciar uma série de exames para verificar como anda a minha saúde, por insistência da Patroa.

Para falar a verdade, eu já estava me dando por satisfeito com o meu diabetes, a minha insuficiência renal, a minha neuropatia e a minha cegueira. Acontece que tive um AVC, em plena sala de aula, quando lecionava em São Borja.

É claro que, com a idade, as doenças se agravam e eu já não cozinho com a primeira fervura. De vez em quando, eu fico travado. Num dia desses, não consegui dizer a palavra  “paroxísmico”.

Mas eu valorizo este restolho de vida que tenho, divertindo-me com a estupidez humana. Aqueles que roubaram da Petrobrás, por exemplo,quase todos velhos de cabeça branca, para que queriam tanto dinheiro?

Quando eu morrer, não vou deixar herança para os meus herdeiros brigar. E tem outra para se pensar: quando o índio velho estica as canelas, deixa os bens materiais e a mulher para outro se divertir.

Diante de todas essas possibilidades, vou fazendo o que gosto, como se fosse morrer amanhã.  Ultimamente, ando comendo até mocotó e ambrosia

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