Todo alemão é racista?

Pares do homem negro e da mulher branca no amor

Em princípio, eu diria que não. Mas, ultimamente, eu tenho falado com pessoas de origem germânica não escondem essa condição.

Para lembrar, a atual Alemanha, a grande credora da falida Grécia, é uma das principais economias da União Européia, o que coloca a Angela Merkel como um das líderes mundiais.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha ficou dividida em Oriental (sob domínio soviético) e Ocidental (Estados Unidos, França e Inglaterra). Com a queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, a Alemanha Ocidental comprou a Oriental, visando a uma unificação.

Mas essa unificação ainda não está bem  consolidada. Ainda existe uma forte discriminação dos orientais, ainda não há uma perfeita integração do povo alemão.

Os alemães se mantiveram sempre em silêncio sobre a derrota nazista após a Segunda Guerra, mas, atualmente, isso tem despertado o interesse dos jovens e até manifestações de grupos radicais.

Eu tenho conversado com “alemães de sangue” aqui de Santa Maria (sou procurado porque “arranho” alguma coisa na língua deles) e eles demonstram muito orgulho por suas origens. Às vezes, esse orgulho é sutil, como dizer que os alemães são mais estudiosos, inteligentes, etc.

(Soube que, para não dizer “negro” (Schwartz), agora empregam o termo “azul” (Blau), para se referir aos afro-brasileiros, como eu. Mas dou o troco: negrão sempre se dá bem com loira!).

Outro amigo me contou, com o mesmo orgulho alemão, que disse a um vizinho italiano, descente de imigrantes do norte da Itália, que ambos são germânicos, apenas falam línguas diferentes.

Eu creio que o ódio racial e outras fobias têm múltiplas origens. Certa vez, eu conversei com um iraquiano sunita e, com ingenuidade, disse a ele que Santa Maria tem muitos cidadãos de origem árabe. Ele respondeu de pronto: “são todos católicos”.

O que eu posso dizer é que existe sim um etnicismo entre as nações. uma Deutschland über alles, em relação à Turquia, Portugal e outras nações de “segunda classe”. Aliás, Hitler pensava assim.

O racismo é uma coisa odiosa e deve ser combatido. Por isso, quando vamos votar, precisamos saber se o candidato não é um desses.

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