Res non verba

Eu respeito o direito de cada pessoa ter a sua religião, mas sou crítico quando percebo a falta de coerência entre o que pregam e o que fazem. Esse res non verba do título pode ser traduzido do latim como “ações e não palavras”, que eu acho mais importante na vida religiosa, política, profissional de qualquer cidadão ou cidadã.

Reconheço que essa conciliação é desafiadora porque vivemos num mundo consumista, hedonista, individualista, de um capitalismo desprovido de ética, em que o ter se sobrepõe ao ser. Então a gente fica ouvindo religiosos pregando moralidade, mas, na prática, agem de maneira semelhante a qualquer corrupto.

O Desembargador Sérgio Blattes disse uma coisa muito interessante numa emissora de rádio: “Tem gente que é contra a corrupção, não por convicção, nas por inveja”. Corrupção não é somente desviar dinheiro da Petrobrás, mas também sonegar impostos, entre outros “escorregões” do dia a dia.
Nesse aspecto, eu não concordo com Ducrot para quem “o dizer é um fazer”. Até pode ser  no batismo, quando o sacerdote diz: “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Pronto! Está batizado.

Agora, no Facebook, todo mundo é “santo” e tem receita para tudo, enviando mensagens  de fé e amor aos amigos maculados pelo pecado, como eu. Não leio todas, mas agradeço pela boa intenção, se houver.

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