Casa de tolerância

Eu não nego a minha origem de guasca do interior, que expresso no meu repertório, apesar de ter lecionado em três universidades, no convívio com gente bacana.

A minha Patroa quase  vai à loucura quando, em casa, pergunta-me onde estou e eu respondo: na patente, É que, lá fora, todo mundo dizia assim, embora a palavra tenha origem nobre. (Os primeiros vasos sanitários foram fabricados de louça, na Inglaterra, e traziam a inscrição Patent (marca), daí o nome que eu uso até hoje.

É interessante notar que as palavras nascem, envelhecem e desaparecem ou ficam hibernadas nos dicionários até que um usuário a desperte. A minha mulher achou muito engraçado quando alguém, num programa de rádio falou em “casa de tolerância”: “O homem é daquele tempo” – comentou ela rindo.

O problema de usar palavra antiga em programa de rádio é o risco de perder audiência do público jovem, que não sabe o que é prostíbulo e , muito menos, “casa de tolerância”. Podem pensar que é o Senado da República ou coisa parecida.

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