Borboleta

Ainda repercute aquela referência a uma “casa de tolerância” empregada peor um programa de debate no rádio. A minha mulher achou engraçada, pelo uso justamente numa época de tanta intolerância: veja a Câmara e o Senado, é pau e pau.

O contexto determina o uso da linguagem. Quando o assunto envolve um tabu, recorre-se sempre a determinadas figuras; como  metáforas e eufemismos. Imagine se o debatedor tivesse dito: “Fulana tinha um putedo na Rua Duque de Caxias”.

Existem metáforas, na mesma linha semântica, que as acho sensacionais e até românticas, como “flor da lama” e “mariposa do amor”. São muito empregadas nas músicas dor-de-cotovelo.

A minha Patroa, que é muito alegre, chegou ao Centro Espírita e começou a beijar todos os presentes. A palestrante, que aguardava o momento de iniciar  sua fala, exclamou: “Gigi, tu pareces uma borboleta!”

Excelente eufemismo  para um ambiente religioso!

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