Anjo da Guarda

Deus, quando nos criou, bolou uma estratégia muito interessante: colocou ao nosso lado um Anjo da Guarda, um protetor zeloso e cuidador. Uma espécie de guia ou mentor espiritual que, se  devidamente ouvido, pode evitar que façamos cagadas. (O Eduardo  Cunha o chama de meu advogado).

Pois esse Anjo da Guarda, que não o conheço pessoalmente, deu-me o seguinte conselho: “Larga o Facebook ou para de criticar religiosos e o ensino de português. O ensino da língua também é uma espécie de religião, tem suas crenças, seus rituais e seus dogmas”. E concluiu dizendo: “Cuida da tua vida e deixa que cada um acredite no que quiser”.

Mas não vou abandonar o Facebook. Agora, prometo publicar só  amenidades, exceção de minhas fotos, pois sou muito feio.

Hoje, eu ia escrever mais obre a análise sintática, que o Rubem Alves dizia que não servia para nada. Pretendia dizer que a análise sintática tem origem em Aristóteles, que via hierarquia em tudo, inclusive na linguagem. É por isso que temos orações principais e orações subordinadas.

Vamos a uns exemplos:

Desejo que estudes.

Quero que estudes.

Exijo que estudes.

São períodos com a mesma estrutura sintática

Em que desejo, quero e exijo são orações principais e que estudes, orações subordinadas objetivas diretas.

Se observarmos bem esses períodos, as que se chamam de orações principais são meros modalizadores do discurso. Mas isso qualquer falante da língua sabe empregar na prática.

Deixemos a análise sintática para a gurizada do vestibular ou do ENEM. Cai sempre!

Obrigado, meu Anjo da Guarda. Valeu

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