Combatendo satã

Os antigos latinos diziam que a velhice já é uma doença e a situação  piora quando ela chega acompanhada de um diabetes. Eu, por exemplo, sinto que morro um pouquinho todos os dias.

Essas limitações impostas pela idade e a doença têm, no entanto, contribuído com aminha luta contra satã: não fumo, não bebo cerveja, não desejo a mulher do próximo, não tenho nenhuma vaidade. Eu estou em estado de graça, eu sou um quase-santo.

As pessoas que me rodeiam, especialmente os evangélicos,  reconhecem que eu prosperei, mas que ainda preciso melhorar muito, deixar de votar no PT, por exemplo. E somente beber cerveja sem álcool (e sem graça!).

Uma das minhas fraquezas sempre foi comer carne de porco. Como tudo: lombinho, morcilha, torresmo… Um amigo judeu me disse que, se eu quiser ser um verdadeiro filho de Deus, tenho de parar com isso.

Como o atual Papa emérito também falou que o sexo só deve ser feito para procriar e, tendo em vista que nem eu nem a Patroa fazemos mais filhos, então estamos livres desse pecado. Há males que vêm para o bem!

Estou me esforçando. Às vezes, sou tentado a beber uma ceva bem geladinha e a olhar, com esses meus olhas de catarata, uma linda senhora de minissaia.

(Aí meu anjo da guarda, cochicha no meu ouvido: “Não faça isso, tarado!”).

Dizem os entendidos que a nossa alma ou o nosso espírito é eterno, por isso espero um dia ir para o Céu e ter a honra de sentar à direita do Pai Eterno. E, se tiver que voltar aqui, será para trazer paz e amor a todos os corações.

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