Sangue de barata

 

Eu já contei a história aquela do último post sobre o arranca-rabo que tive com o proprietário da casa que eu alugava. O cidadão me enchia o saco porque  eu fazia greve em pleno regime militar (Ele era brigadiano aposentado, homem novo de uns 50 anos).

Eu não tenho sangue de barata, embora tenha uma cara de bocó, um palerma, como diz a Patroa. Aliás, ela deita e rola em cima de mim (e eu até gosto!).

Num certo dia, eu não agüentei aquele xarope e fui para cima dele para bater mesmo. Ele fugiu e foi pegar um revólver numa Brasília, mas acabou me poupando a vida.

Para o cara – no meu caso – com três filhos para criar, uma inflação  galopante, salário defasado, aluguel reajustado em 70%, fica fácil “perder a cabeça”, embora a sociedade espere que o professor seja equilibrado, educado, modelo  dentro e fora da sala de aula.

Eu repudio qualquer ato de violência e detesto ver a polícia batendo em professor, este que é uma das poucas referências que ainda temos.

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