Galho de arruda

Lá em casa, no meu tempo de criança, tudo era muito simples. N sala do rancho de chão batido, havia um banco de madeira, uma mesa de jacarandá e algumas cadeiras com assento de palhinha.

A minha mãe era devota de São Jorge e não faltava numa parede o quadro com a imagem do santo, montado num tordilho, e sacrificando o dragão com aquela lança. Era a proteção da casa.

Ela era muito supersticiosa, não gostava de coruja e pica-pau, que os considerava bichos agourentos; Não tinha lugar para eles em cima no rancho ou em algum cinamomo, botava os a correr (voar).

Quando ela sentia que o ambiente estava muito carregado, protegia-se com um galhinho de arruda atrás da orelha. O meu pai era muito chineiro e a minha mãe tinha uma mediunidade à flor da pele.

A velha sentia quando havia camanga.

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