Nem tanto ao céu, nem tanto à terra

 

Eu confesso que ando tomando uma cervejinha, na calada da noite. Com álcool, é claro, sem aquela tonturinha etílica, fica sem graça beber,

e como dançar com a irmã.

Como todo mundo sabe, estou rodeado por pessoas  que não tomam nenhuma  bebida alcoólica  nem que a vaca tussa, porque a religião os proíbe. Se a coisa fosse por aí, Jesus teria transformado a água em suco de uva e não, em vinho.

Eu procuro viver como ser humano: gosto de comer, beber e até de fazer sexo de vez em quando. Aliás, foi graças a uma rapidinha que papai e mamãe fizeram que, hoje, estou aqui.

(Talvez isso explique por que tenho esse jeito de pau mal falquejado).

Aprecio muito uma cachacinha pura, uma caipirinha (esta tem muito açúcar!), um bom vinho,  uma ceva bem geladinha, mas tudo com moderação, não me deixo dominar pelos prazeres da carne que podem me levar ao vício.

Já o meu lado espiritual é mais complicado: tenho dificuldades com a fé. Mas reconheço que sou esforçado e procuro refletir muito sobre o sentido da vida.

Acho que devo ir me desapegando de toda vaidade e buscar a simplicidade absoluta da vida, que não acaba no túmulo. Eu espero que a minha alma volte a esses pagos para se alimentar de pitangas e ouvir o canto do sabiá.

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