País de doentes

 

A grave crise na Saúde nos leva a concluir que vivemos num país de doentes. Há falta de recursos para atendimento à população r, número cada vez maior. Parece que antigamente  era assim.

Eu mesmo sou testemunha disso. Quando a minha mãe ficou prenhe de mim nunca foi ao médico e só ficou sabendo i que tinha na barriga quando nasci. E foi parto complicado, num rancho de santa=fé, de chão batido, assistido pelo meu pai e a parteira de campanha dona Vitória.

Criei-me tomando leite de vaca (a minha mãe tinha as mamas grandes, mas não davam o precioso líquido), mas existia muita benzedura, simpatia e chazinho. Sinceramente, eu até gostava de ficar doente: a minha mãe fazia caldo e galinha e o meu pai comprava  Maria e maçã argentina.

Certas doencinhas e perevas a minha avó Carmosina curava com benzedura. Ela me livrou de sapinho, cobreiro, quebranto (dizem que eu era muito bonito, meio loirinho). Remédio mesmo eu sõ vim usar Miticoçan, quando já era guri e tive sarna.

Agora, agora todo mundo anda numa fraqueza danada. Contou-me um amigo que precisou  usar o usar a patente da Praça Getúlio Vargas, em Santiago, e ficou afônico devido ao contato com o mofo. Eu dosse a ele: Tchê! Tu te cuidas, tu estás fraco.

Agora, eu estou relutando e, fazer hemodiálese e aplicar tiros de raio laser nos olhos, Acho que até seria melhor morrer, como um matungo velho, num fundo de campo, com os olhos furados pelos urubus. Total, não há jeito bom de morrer.

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