Capitalismo sem capital

 

Nesse momento de crise, a palavra mágica é empreendedorismo. O emprego formal está em queda, então podemos sair por aí, inventando negócios, querendo ser capitalistas sem capital.

No meu primeiro empreendimento foi vender Coca-Cola no carnaval, em Cachoeira do Sul, dei com os burros na água. Peguei meio tonel, enchi com garrafinhas de refrigerante, coloquei gelo em cima e fui para a praça, local do desfile. Não vendi nada.

Tentei enriquecer vendendo pastel em jogo de futebol. Vendia bem, mas era tentado a comer alguns, desaparecia o lucro e o negócio acabou falindo.

Eu e o Alceu Collares também vendemos laranjas. Ele até se  deu bem,  tinha mais lábia, era mais esperto. Crioulo balaqueiro, como se chamava.

Fracassados nos nossos empreendimentos sem capital, acabamos no serviço público: ele governador e eu, um faz-de-conta de professor de inglês. O governador até me puniu porque fiz greve. Hoje, estamos com os bois na sombra.

Fim!

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