Guaiaca

 

Eu tinha uns 17 anos de idade quando fui a Porto Alegre  pela primeira vez. Fiquei maravilhado com a capital gaúcha, como pegar o bonde e ir ao Olímpico Monumental.

Eu não andava pilchado, mas me comportava como um guaiaca lá do interior de Cachoeira do Sul. Lembro-me do dia que parei na esquina da Rua da Praia co, a Borges de Medeiros para olhar os edifícios: “Nossa Senhora! Que altura!

De lá para cá, eu melhorei um pouco, mas continuo com as minhas guaiaquices e os meus fiascos. Agora, a Patroa usa um tal de Whatsapp. Cada vez que aquele tareco assovia ela corre lá.

Trata-se de um assobio de bagaceira e eu não sei o que rola por lá. Num dia, ela me disse que era mensagem de um tal de Emmanuel.

Noutra vez, ela me disse que era do Chico. Manoel era o meu pai, que era careca. Esse Chico eu não sei: deve ser alguém que usava peruca, para variar.

Vou morrer de velho guaiaca e acreditando em lobisomem.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: