Ninguém sabe mais

 

A minha mãe sabia como matar uma galinha, fazer pão, ambrosia e bóia de sustância, um saber prático e necessário que muitas mulheres acadêmicas não dominam. O meu pai castrava um porco com a perícia de um verdadeiro cirurgião.

Eu sou pós-graduado em Lingüística, estudei grego e latim clássicos, mas nunca matei uma penosa, nem castrei um porco. Restringindo-me ao âmbito familiar, lá em casa ninguém soube mais, sabíamos coisas diferentes.

Com o tempo, o conhecimento científico, intelectual, assumiu maior prestígio. Mas, hoje, o trabalho artesanal tem se valorizado: um professor tem dificuldades financeiras para contratar um pedreiro, por exemplo. É a mais valia, de que falou Marx.

Como diziam os antigos filósofos: “O sábio nada afirma” ou “Eu só sei que nada sei”. E  como isso ainda está valendo!

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