Mosquitos

Num dos dias mais quentes desse escaldante verão gaúcho, dois soldados da Base Aérea, devidamente fardados e suando pra burro, bateram aqui em casa entregando panfletos com instruções de como combater o mosquito transmissor do Zika vírus – o Aedes Egypti.

Coincidentemente, âs costas dos soldados, no outro lado da rua, há dois terrenos baldios com lixo e um matagal de dois metros de altura. É o maior criadouro de mosquitos da rua.

Mas eu tenho uma teoria para explicar o porquê de a Prefeitura não fiscalizar, nem multar os proprietários desses verdadeiros depósitos de lixo: perda de votos na próxima eleição, essa seria considerada uma medida antipática. Nesse sentido, macho mesmo é o Prefeito de Santiago do Boqueirão – lá onde “quem não é bandido é ladrão “ – que notifica os proprietários com multas de até R$ 2.500,00.

Outra coisa: um jornal da cidade informou  – já faz tempo – que existem 50.000 imóveis irregulares na cidade. Isso não representa perda de receita para o Município?

Cum repente – só para usar o latim – os professores municipais  entram em greve e o Prefeito vai dizer que não tem verba e oferece 1% de reposição salarial.

Voltando ao combate ao mosquito, a lavoura de arroz irrigado é o maior criadouro do inseto. No tempo em que trabalhei lá, pela manhã e à tardinha, chegava a me afogar com aqueles enxames de pernilongos. Literalmente, comia as mosquitas.

Não tem outro jeito, é preciso desenvolver vacinas.

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