Preconceito linguístico

 

Eu tenho dito que a língua portuguesa é uma unidade na diversidade, ou seja, uma só língua constituída de diversos dialetos sociais. Assim, o erro fica relativizado.

A propósito, eu tinha um amigo que dizia: “No meu tempo, dava gosto a gente ouvir os discursos dos vereadores, todos doutores, falavam o português correto. Hoje é uma vergonha, falam tudo errado.

Esqueceu o meu amigo que o parlamento é a casa do povo, caixa de ressonância das vozes de todas as camadas sociais com os seus socioletos.

Assim, o Lula, por exemplo, procede da pobreza do Nordeste – “tomava água com  bosta de cavalo”- como ele dizia. É natural que se expresse no dialeto social dele.

O que se deve questionar é a adequação/inadequação do uso da linguagem. Se o cidadão tiver de conceder uma entrevista à televisão, certamente evitará os palavrões que diz em casa.

O Lula usou palavrão em conversa privada, não sabia que sairia na Globo. Já o Sérgio Moro , da elite intelectual, exigiu dele respeito à sociedade.

Vou contar uma historinha:  Dizem que o coração se considerava o órgão mais importante do corpo humano. Afinal, além da função de bomba, é a fonte do amor. O ânus – coitado!- sentiu-se  um lixo e fez uma aposta com o coração, para mostrar que tinha valor. No final, o povão diz que o cu apertou e o coração sufocado, entregou os pontos.

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